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Homem é condenado a 18 anos de prisão por assassinar mulher trans em Cuiabá

Gisa, de 55 anos, foi assassinada em abril de 2024. Reprodução O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Cuiabá condenou Junio Santos da Silva a 18 anos de...

Homem é condenado a 18 anos de prisão por assassinar mulher trans em Cuiabá
Homem é condenado a 18 anos de prisão por assassinar mulher trans em Cuiabá (Foto: Reprodução)

Gisa, de 55 anos, foi assassinada em abril de 2024. Reprodução O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Cuiabá condenou Junio Santos da Silva a 18 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de Gisa, de 55 anos. O crime ocorreu em abril de 2024, em um terreno baldio no bairro Consil, em Cuiabá. A sentença foi proferida durante sessão realizada no Fórum de Cuiabá pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. O g1 tenta localizar a defesa de Junio. Segundo a acusação, a vítima foi atingida por diversos golpes na cabeça e asfixiada. A investigação apontou que o crime ocorreu durante um programa sexual previamente combinado entre os dois e que o acusado teria reagido com violência após descobrir que Gisa era uma mulher trans. O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime e condenou Junio por homicídio qualificado. Os jurados consideraram quatro qualificadoras: feminicídio; motivo torpe; uso de asfixia e meio cruel; recurso que dificultou a defesa da vítima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Entenda o caso O crime ocorreu na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio na Rua Professora Tereza Lobo. A materialidade do homicídio foi comprovada por laudo de necropsia, imagens de câmeras de segurança e outras provas reunidas pela Polícia Civil. Após o crime, o réu fugiu do local. Ele foi localizado e preso preventivamente em novembro de 2024, em Matozinhos (MG). Durante a investigação, Junio confessou o crime, mas permaneceu em silêncio durante o interrogatório judicial. Impacto na família Na definição da pena, a juíza destacou relatórios psicológicos e sociais elaborados pelo Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Os documentos apontaram impactos emocionais e psicológicos na família de Gisa, como ansiedade, insônia e síndrome do pânico. Depoimentos prestados durante o julgamento também apontaram que Gisa era considerada o pilar da família e ajudava nos cuidados da casa, dos irmãos e do pai idoso. "Tais consequências extrapolam o resultado morte (...) e atingem, de forma concreta, terceiros que compõem o núcleo familiar da vítima", pontuou a juíza na sentença. Diante da decisão dos jurados e da manutenção dos requisitos da prisão preventiva, a Justiça determinou o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.