Após 11 anos criando neto, avós conseguem guarda durante ação no Amapá: ‘resultado que eu mais esperava'
Marinete dos Santos, o marido, Manoel Célio e Brayan Rian Ingra Tadaiesky/DPE-AP O amor entre avós e netos muitas vezes ultrapassa barreiras e se transforma e...
Marinete dos Santos, o marido, Manoel Célio e Brayan Rian Ingra Tadaiesky/DPE-AP O amor entre avós e netos muitas vezes ultrapassa barreiras e se transforma em algo ainda maior: os avós viram pais. Foi assim com Marinete dos Santos e o marido, Manoel Célio, que criam desde o nascimento o neto Brayan Rian, hoje com 11 anos. Durante todos esses anos, o casal enfrentou dificuldades por não ter a guarda legal. Marinete precisava recorrer à mãe biológica para assinar autorizações simples, como matrícula na escola ou inscrição em escolinhas de esporte. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsAp Em 2024, durante atendimento da carreta da Defensoria Pública do Amapá (DPE-AP), no Conjunto Mestre Oscar, em Macapá, Marinete deu entrada no processo de guarda. Inicialmente, apenas o nome dela constava na ação, mas Manoel depois foi incluído para também se tornar guardião do menino. O processo exigiu intimações e o consentimento da mãe biológica. A decisão foi proferida em outubro de 2025, mas o casal só recebeu a notícia no último atendimento da DPE, no sábado (26). Marinete foi ao local apenas para acompanhar o andamento do processo e descobriu que a sentença já estava pronta. A surpresa veio acompanhada de emoção. "Eu não estava esperando esse resultado. É o resultado que eu mais esperava da minha vida. É a guarda do meu neto. Quando eu chego aqui, o processo já tá tudo resolvido", disse Marinete, emocionada. Após 11 anos de convivência, a decisão trouxe alívio e confirmou o vínculo da família. “Para mim, eles sempre foram meus pais, e vão ser para sempre”, disse Brayan. Marinete dos Santos, o marido, Manoel Célio e Brayan Rian Ingra Tadaiesky/DPE-AP Para a defensora pública Nicole Vasconcelos, entregar a sentença reforça o impacto do trabalho social da instituição. "Essa decisão formaliza uma situação que já acontecia no coração dessa família, garantindo a dignidade e a titularidade jurídica necessárias para que eles respondam como representantes legais do menino na escola, no hospital e em qualquer situação do cotidiano", afirmou. LEIA MAIS: Unifap transforma 30 toneladas de lixo eletrônico em doações para escolas do Amapá Gato e cachorrinha viram mascotes uniformizados da PRF no Amapá Carreta da Defensoria A unidade móvel oferece atendimento gratuito em várias áreas do direito, como família, cível, criança e adolescente, direitos da mulher, LGBTQIA+, criminal e execução penal. Também emite segunda via de certidões e dá orientações jurídicas. O objetivo é estar mais perto da população que não consegue ir até a sede da Defensoria. Os atendimentos acontecem aos sábados, facilitando para quem trabalha durante a semana. Carreta da Defensoria Pública do Amapá leva atendimentos para a Zona Norte Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá